Heavy Metal Online #60

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Entrevista: Banda Velório [BA]


1- Primeiramente queria agradecer ao Doka, baixista e frontman da banda por ter aceitado o nosso pedido de entrevista, será de grande satisfação para mim e para o site. Começando a entrevista vem a pergunta clássica, da onde surgiu o nome Velório e como a banda foi formada?
"A banda tem esse nome por causa de um trocadilho que fizemos, com os nomes de algumas bandas tipo: Dark Funeral, Funerus, Funeratos e Sepultura. Então a gente teve a seguinte ideia: Antes do Sepultura, tem que ter o Velório, foi dai que surgiu o nome."

2- Hoje vocês contam com um Demo, você acredita que ela ficou dentro das expectativas da banda com as críticas recebidas? A banda pensa em projetos futuros? Como um videoclipe por exemplo.
"A nossa "demo" foi feita com uma baixa produção, como na época, era o que podíamos gravar e também não tínhamos nem um material físico foi ai que resolvemos gravar esse material. E respondendo sua pergunta, ela não ficou dentro das minhas expectativas."

3- E as inspirações? Quais bandas ou artistas mais influenciaram no som do Velório?
"Cara, a gente tem muitas influências dentro do metal em geral, tipo, eu poderia falar sobre influências em comum exemplo: Behemoth, Slayer, Cannibal Corpse, Dimmu Borgir, Vader entre outras....!"

4- Quanto à cena regional, você acha que está forte ou ainda precisa melhorar em algum aspecto?
"Sobre a cena regional, tá mais ou menos, falta muito apoio de muita gente que está direta e indiretamente dentro das cenas, tipo: falta muito incentivo do poder público-municipal, porque o rock e metal, não tem muito incentivo dessas diretrizes. Também tem a falta de união entre os próprios públicos, seja rock ou metal, essa galera não comparece nos shows das cidades vizinhas ou sua própria cidade, isso é deprimente. Falta melhorar é muito! Primeiro passo é a união entre as bandas, os públicos desses tipos de som e organizadores de eventos, fazer um "network" de todas as cidades que tem bandas e eventos, já seria um grande avanço, com relação a atual cena."

5- Hoje uma discussão que já vem de muito tempo está com mais força do que nunca, divide opiniões de vários músicos, estou falando de tocar no mesmo evento que uma banda de White Metal, qual seu ponto de vista quanto a isso?
"Nada, contra, nós geralmente tocamos para um público especifico, nosso público é do Thrash e Death metal, nós nunca tocamos junto de bandas de White Metal, mas se um dia chegássemos a dividir o tocar em um mesmo evento, não veja nada de mais nisso."

6- Como músico você já se sente realizado tocando com o Velório?
"Ainda Não, más é orgulho sermos reconhecidos em alguns lugares, pela galera, tendo em vista que nunca tocamos fora da nossa região."

7- Qual a sua maior inspiração? Tanto de banda quanto de músico.
"Minha maior inspiração é uma banda que não tem nada haver com o metal, essa banda é o Green Day, desde os anos 90 quando eu ouvi o album Dookie pela primeira vez eu pirei na linha de baixo da música: Longview e She, foi depois que eu ouvi essas músicas que meu gosto pelo baixo elétrico foi despertado. E músicos são: Billie Joe Armistrong, Mike Dirnt e Tre Cool."

8- Atualmente o Velório está sem baterista, vocês já tem alguém em mente para ocupar a vaga? O que é preciso pra tocar com a banda?
"Não, não temos ninguém em mente, e para ocupar a vaga o batera tem quer ser: Humilde ( odeio gente exibida) ser comunicativo ( se algo te incomoda e você não se expressa e quer que as pessoas adivinhe o que passa por sua cabeça ai fica difícil) comprometido com o som que a banda se propõe a fazer (não adianta um baterista extremamente técnico, se ele não respeitar a proposta da banda, isso soará estranho cedo ou tarde e vai acabar comprometendo a credibilidade da banda e morar perto da nossa cidade, porque não vivemos de música."

9- Para finalizar a entrevistar gostaria de saber qual banda além do Velório, é uma promessa dentro do cenário nacional em sua opinião.
"O cenário tem muitas bandas boas, más infelizmente, dificilmente alguma delas chegarão aos holofotes que merecem, temos uma banda de Feira de Santana, chamada Human, que é muito foda, temos HeadHunter D.C tá ai no cenário desde 1988, temos a Dearylands que é uma das melhores bandas que eu já escutei em toda a minha vida, mas como eu disse o cenário metal & rock está muito fraco!"

sábado, 31 de outubro de 2015

Entrevista: Kataphero [RN]


Entrevistamos uma das bandas mais fodas da grande Natal, Kataphero, que foi formada em 2009 e recentemente lançaram seu segundo álbum de estúdio que se chama "From Dust". Este é um álbum conceitual que retrata o mito da origem humana em primeira pessoa. Foram abordados perguntas como: formação da banda, a nova sonoridade, novo álbum e muitas outras coisas. 


Links:

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Resenha: "Animalism" - Siege of Hate



Resenha por: Marconi Silva

Esse é o terceiro álbum de estúdio e o mais recente trabalho dessa banda sensacional que é oriunda do ceará, mais precisamente, da capital Fortaleza e que foi formada em 1997. Até o momento lançou cinco registros, dentre eles estão um split, uma demo e três full-leght´s.

Aqui temos uma verdadeira aula de Death Metal/Grindcore, isso aqui é porradaria do começo ao fim, a sonoridade é extremamente rápida, com ótimas linhas de guitarra, riffs cortantes como uma navalha, bateria bem acelerada com uso de blast beats desenfreados, o baixo é ótimo e um dos grandes destaques é o vocal do Bruno Gabai, que é bem rasgado, porém muito bem executado, ao decorrer das faixas se nota também fortes influências do Hardcore.

Uma curiosidade é que mesmo a banda já tendo cinco registros em sua discografia, esse aqui é o segundo realmente lançado por uma gravadora, que é a Gallery Productions, os demais foram lançados de forma independente e em relação á arte da capa, eu particularmente gostei! é uma imagem de um Javali observando como está atualmente a situação do Brasil, além de interessante, retrata bem a proposta do álbum, falando sobre a política. 

Todas as faixas desse disco são destruidoras e muito bem elaboradas, o ouvinte que for um grande apreciador não só do estilo, mas do metal extremo como um todo, assim como eu, poderá ouvi-lo de cabo á rabo que certamente irá gostar. Os destaques vão para as músicas " Grinding Ages " , " The World I Never Knew " ," Life Rules " ,e " Dissonance ".

A música de abertura é a " Grinding Ages ", já começa com uma pancada certeira nos tímpanos, riffs absurdos, um vocal rasadíssimo e blast beats desenfreados, a " The World I Never Knew " começa com uma cadencia, mas depois fica mais rápida, o vocal é bem agressivo e a bateria não está tão rápida como de costume, a " Life Rules " ocorre mudanças de andamentos, começa com uma sonoridade mais técnica, mas ao decorrer da faixa ela começa á ficar mais rápida e o vocal continua ultra rasgado e para finalizar temos a " Dissonace ", essa começa numa velocidade monstruosa e com uso de linhas de guitarras bem distorcidas, mas ao fim ela fica mais cadenciada.

Acredito que a banda deveria ter mais reconhecimento pela parte da mídia especializada, esse álbum além de ser um grande trabalho, é também uma prova de que esses cearenses ainda tem muito o que mostrar para os seus fãs.

Membros:
Bruno Gabai - Vocal e guitarra
George Frizzo - Baixo
Saulo Oliveira - Bateria

1. Grinding Ages 
2. Turmoil 
3. Catharsis 
4. The World I Never Knew 
5. Waiting for What? 
6. Hypochrist 
7. Life Rules 
8. Live Hard, Die Harder 
9. Beware What You Wish 
10. Repelling Rumors 
11. Individual Community 
12. Dissonance 
13. Real Ties 
14. Vida e Morte

Links:

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Resenha: "Katharsis" - Slasher


Resenha  por: Guilherme Matos

Todo Headbanger deveria conhecer esse Thrash avassalador que os paulistas do Slasher vem trazendo, não só nesse álbum quanto nos anteriores. Em 2014 ouvi pela primeira vez o álbum Katharsis, de inicio fiquei assustado com a qualidade excepcional que a banda trouxe nesse disco com riffs inacreditáveis, vocais habilidosos, uma bela linha de baixo e bateria agressiva.

O álbum foi produzido por Tue Madsen que já produziu nada mais nada menos que Kataklysm e a arte de capa ficou por responsabilidade do francês Stan W Decker. 

Logo de cara nos deparamos com um instrumental que não deixa a desejar em nenhum aspecto, em seguida a faixa "Disposable God" com riffs de tirar o fôlego! A terceira faixa é uma destruição sonora, única do ínicio ao fim. A quarta faixa "Final Day" tem um grande mérito para Taddei Roberto que se entrega de alma nessa faixa. A quinta faixa "Face The Facts" é a minha preferida no vocal, mostra uma grande habilidade de Paulo Martins (Skeeter). A sexta faixa "Jamais Me Entregar" é a minha preferida de todas, mostra total sincronia da banda, e sem contar que é cantada totalmente em Português! A sétima faixa "Hostile" apresenta mais uma tempestade do que o conjunto pode apresentar. A oitava faixa "Suffocated" mantém a qualidade das demais. A nona faixa tem um início marcante e agressivo, avassaladora do inicio ao fim. 

Track List:

1. Katharsis
2. Disposable God
3. Overcome
4. Final Day
5. Face the Facts
6. Jamais me Entregar
7. Hostile
8. Suffocated
9. All Covered in Blood
10. Suffocated (Mosh cover)

Integrantes:
Paulo Martins (Skeeter) – Vocal 
Lucas Aldi – Guitarra 
Lúcio Nunes – Guitarra/Backing Vocal
Wellington Clemente – Baixo/Backing Vocal
Taddei Roberto – Bateria

*Links:

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Resenha: "Hunters's Curse" - Necrohunter


Diretamente da capital da Paraíba, João Pessoa, essa exemplar banda de Death Metal lançou seu debut “Hunter's Curse” pela Reapture Records e Gallery Productions. Este foi lançado 3 anos após seu material de estréia, a demo “Slaughtered”. Um fato curioso é que embora tenha se formado em 2002, só em 2014 produziram seu primeiro álbum, no entanto, esse veio um com poder destrutivo e aniquilador que compensou toda a espera. Em “Hunter’s Curse” há uma vitalidade impiedosa, uma verdadeira obra-prima que une técnica e melodia. 

A arte gráfica por si só já é sanguinária e violenta, e pôde idealizar muito bem a temática da banda que retrata histórias de serial killers e atrocidades, tendo ficado isso a cargo de Aldr França que executou sua tarefa de forma árdua. A produção do disco ficou perfeita, conseguindo misturar todos os instrumentos profissionalmente, não deixando nenhum se sobressair dos demais, méritos para o Victor Hugo Targino. 

Logo, nesse novo trabalho, a sonoridade Old School é marcante e estrondosa por ser acompanhada de um vocal poderoso como o do Mauro Medeiros e riffs velozes e criativos que chegam a soar bem melódicos, podemos citar algumas similaridades com bandas como Hypocrisy, Edge of Sanity, Benediction, Unleashed. Eu poderia passar muito tempo falando de cada música e de suas singularidades, mas sejamos breves e mostremos os destaques que vão para “Slaughtered “, “I Sacrificy” e “Hunter’s Curse”. Ambas apresentam uma atmosfera bem conceituosa, sendo a "I Sacrificy" a que, ao meu ver, realmente poderia definir todo o álbum! Ela tem tudo para um bom single; é pesada, rápida, apresenta um excelente solo e até finaliza-se com Pig Squeals que deixaram a música muito mais empolgante e técnica.

Portanto, o Necrohunter, obteve com este novo trabalho a consolidação de um sonho e que vai trazer ainda muitos frutos, pois o que temos aqui é puro talento e desde um primeiro momento, seu debut já tornou-se indispensável na coleção de um verdadeiro amante de Metal Extremo.

Faixas:

1. Bloodshed 01:22 
2. Slaughtered 03:09 
3. Hungry Hunter 03:43 
4. I Sacrifice 03:23 
5. Total Slaughter 03:03 
6. Hunters Curse 03:26 
7. Seven Razors 01:27 
8. Abhor Is Earth 05:34 
9. Opening Grave 03:35 
10. Killing Is My Destiny 05:23 
11. Void in Hell 05:07 
12. In Curse

Membros: 
Mauro Medeiros (Vocals,Guitar,Bass, Keyboards) 
Petrus Carvalho (guitar) 
Jonathan Andrade (drum)

Links:

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Resenha: "Sertão Saga" - Hate Embrace


Logo após 2 anos desde o lançamento do debut "Domination . Occult . Art", o Hate Embrace retorna com um trabalho fabuloso denominado "Sertão Saga", com direito à todas as músicas em português. Diretamente de Pernambuco, essa grande banda brasileira lançou um incrível trabalho conceitual voltado para o contexto histórico-cultural do cangaço, relatando a vida do herói-bandido Lampião bob o ponto de vista dos próprios cangaceiros e das pessoas que conviveram com ele. 

Diante disso, a banda sempre teve seu foco direcionado às lendas do folclore nacional e mundial, em tentativa de resgatar esses valores que não deveriam ser perdidos ou desvalorizados. 

Nessa perspectiva, a capa do novo álbum é auto-explicativa e foi produzida pelo próprio baterista Ricardo Necrogod que conseguiu representar todo o "sentimento regional" de outrora na arte, em forma de seca, fome e morte. Vale ressaltar que o Hate Embrace é detentora de uma sonoridade singular e marcante, fazendo uso de teclados para a criação de uma atmosfera mística e apresenta letras bem conceituadas.

É muito difícil escolhermos as melhores faixas, mas podemos citar como as principais: Vidas Passadas, Utopia e Imponência, para que possamas falar sobre elas.

A escolha de "Vidas Passadas", para a faixa de abertura foi excelente, pois conseguiu transpassar toda uma idéia/sentimento de dor e angustia que só quem viveu naquele meio consegue explicar e embora toda essa problematização ocorra, ainda há a experança de melhora de vida que todos os sertanejos tinham para conseguir seguir em frente em meio a tantas dificuldades. Tal idéia pode ser extraida do trecho:

"Sinta... Observe... Tenha força
Tenha coragem, siga em frente... Sempre em frente
Escutem! É o vento que anuncia. Em meio a campos devastados...
Ainda pode haver vida... Saga no sertão
Escutem! É o vento que anuncia!
"

Já em  "Utopia", há uma exaltação do Lampião em primeira pessoa, relatando "um homem que segue suas leis é aquele que está em batalha", comparando-o com um rei, e que para sabermos se no final das contas ele era um herói ou bandido, devemos apenas abrir nossos olhos.

Por fim, em "Imponência", é feita a mescla das duas ideologias, fazendo de lampião um herói-bandido impiedoso e forte, um guerreiro de verdade que semeia sua terra com o sangue que faz jorrar no chão.

Portanto, em "Sertão Saga" existe todo um enrredo calcado no cangaço, com letras bem elaborada e expressivas, sendo bem acompanhadas de um instrumental pesado e bem elaborado. Estando assim, entre as melhores bandas que exaltam a cultura nacional.

Faixas:
1. Vidas Passadas

2. Intolerância

3. Revolta

4. Guerranunciada

5. Utopia

6. Lampião Rei

7. Imponência

8. No Rastro

9. O Começo do Fim   

Membros: - 
George Queiroz (Vocal)
João Paulo (Guitarra)
Alexandre Cunha (Baixo/Vocal)
Ricardo Necrogod (Bateria/Vocal)
Vinícius Campos (Teclado)
 
Links: 
 
 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Resenha: "Memories of Inexistence" - Piah Mater


Novas bandas têm surgido diariamente, mas poucas conseguem lançar um material que realmente se destaca dos demais. O Piar Mater é uma delas, com seu debut "Memories of Inexistence" lançado no final de 2014, foi evidenciado todo seu talento e genialidade. Produzem um fantástico Progressive Death Metal que bebe e cheio numa fonte chamada "Opeth", mesclando as influências de seus únicos dois membros de forma eficaz e precisa. Possui momentos de violência originados do Death Metal, mas com um instrumental bem elaborado pela influência do Metal Progressivo, além de momentos de puro "Carpe Diem" oriundos de um belíssimo vocal limpo que remete-nos ao Mikael Åkerfeldt.  

A produção do álbum é perfeita. Foi inteiramente gravado e mixado no estúdio pessoal do seu vocalista e masterizado no 'Fascination Street Studios' na Suécia por Tony Lindgren (Enslaved, James LaBrie, entre outros). A banda tem uma proposta um tanto quanto ousada que é a simplicidade. Simplicidade? sim, como podem ver a capa do debut dispensa exageros, nem mesmo um logo eles possuem. Para a nossa atual realidade, o quesito de estética é importantíssimo para atrair atenção do público e assim alcançar um maior reconhecimento. No entanto, do que adianta imagem se a essência do material não for bom? Para o Piah Mater, o que eles não têm em estética, compensam em qualidade!

É possível escutar detalhadamente todos os instrumentos, as alternâncias de vocais guturais e as cristalinas passagens de vocal limpo do "Luiz Felipe", levando às músicas a imprevisíveis e contrastantes mudanças de compasso ao decorrer das faixas, ora soando violentas, ora exalando tranquilidade e paz. Pensar em tantos detalhes para cada delas deve ter sido muito trabalhoso, mas acredito que quando os músicos conseguem realmente fazer aquilo que querem e unir suas idéias, é possível que haja um perfeito entendimento musical, gerando assim, uma obra-prima. 

É muito difícil escolher as melhores músicas desse trabalho, algumas faixas beiram a 10 minutos gerando uma playlist de quase uma hora de duração. Todas possuem suas características próprias e marcantes, então deixo o convite à vocês para virem se maravilhar com essa grande obra do Progressive Death Metal brasileiro. O nosso "Opeth brasileiro" existe sim!.

Tracklist:
01. Cathiard
02. Anticipation
03. Mother Soil
04. Inexistents
05. Young Rust
06. Immaculate
07. A Greater Freedom

Membros:
- Luiz Felipe Netto (Vocals, Guitars, Bass, Programming)
- Igor Meira (Guitars)

Link:
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*Bandcamp (Escute & Baixe gratuitamente lá)