Heavy Metal Online #60

sábado, 9 de maio de 2015

Conquerors Of Brazil: Midwest Extreme Metal Legions (2015)


O “Conquerors of Brazil” é um super projeto desenvolvido por Thalles Magno, que consiste em criar uma coletânea virtual de cada uma das regiões do país, selecionando bandas de Death/Thrash Metal e subgêneros dessas vertentes. A primeira foi voltada para o nordeste, tendo como título: ”Northeastern Extreme Metal Legions”.

Agora chegou a vez do Centro-Oeste mostrar um pouco do que tem de melhor. Embora uma região pequena, apresenta um berçário de bandas talentosas e com muitos caminhos a serem percorridos.

A forma de enumeração da coletânea é apenas organizativa, não implica dizer que uma banda é melhor do que a outra. Como cada um tem seu gosto próprio, baixe-a e se gostar de alguma banda adquira o material original dela entrando em contato com ela no facebook ou em algum site de vendas. Se você clicar no nome da banda poderá curtir a página oficial no Facebook.

Todas as bandas participantes possuem devido conhecimento sobre tal e é proibido o uso desse material para fins lucrativos. Dentro da coletânea você encontrará fotos, informações para contato e as músicas.

A arte gráfica foi desenvolvida pelo ilustre Alcides Burn (Inner Demons Rise/Burn In Pain), que gerencia a The Burn Productions e faz trabalhos notáveis para bandas como artes gráficas e logos.

Curta a página Oficial do projeto: Conquerors Of Brazil

Track List:
01. Coral de Espíritos | Techncial/Progressive Death Metal | Brasília
02. Armum | Death Metal | Goiás
03. Dynahead | Technical Thrash Metal | Brasília
04. Primal Wrath | Groove Metal | Brasília
05. Phrenesy | Thrash Metal | Brasília
06. Device | Death/Thrash Metal | Brasília
07. Bruto | Thrash Metal | Brasília
08. Revolted | Thrash/Death Metal | Goiás
09. Ghon | Death Metal | Goiás
10. Zilla | Melodic Death Metal | Brasília
11. Death Soldier | Thrash Metal | Mato Grosso do Sul
12. Deadly Curse | Thrash/Melodic Death Metal | Goiás 
13. Ressonância Mórfica | Death Metal/Grindcore | Goiás
14. Spiritual Carnage | Death Metal | Goiás
15. Red Old Snake | Power Groove/Southern Metal | Brasília

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Escute: Youtube

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Resenha: "EZ Life DV8" - Tellus Terror

As vezes nos deparamos com obras que são um tanto quanto inovadoras e brilhantes, isso ocorre pela grande qualidade de músicos que o Brasil possui. Vindo diretamente do Rio de Janeiro e tendo sido formada em 2012, o Tellus Terror presenteou-nos com um debut maravilhoso e conceitual, que mistura eficientemente diversas vertentes do metal, como Death/Black/Thrash/Doom Metal e outros subgêneros. O resultado foi tão bom, tão digno de se orgulhar que criaram uma forma de tentar nomear seu estilo, o MMS "Mixed Metal Styles". O 'EZ Life DV8' é , sem dúvidas, um marco na história do metal brasileiro, algo que não se encontra facilmente por qualquer lugar e chegou como um furacão, destruindo todas as barreiras e ao mesmo tempo chamando atenção pela sua majestosidade.

O CD foi lançamento em setembro de 2014 em 5 países: Brasil, Argentina, México, Canadá e Rússia, só em abril de 2015 na Bélgica. A banda continua em disparada realizando shows pelo Brasil e analisando propostas de eventos no exterior, além de ser um grande alvo da mídia especializada. Para tal, ele foi lançado de forma independente e sendo distribuído por: Thrash S/A e HMR (Brasil), Shinigami Records (América Latina), PHD Records (Europa, EUA e Japão) e a Metalzone Records (Bélgica). Com isso, já chegaram até a dividir o palco com o Behemoth, Belphegor e irão e abrir pro Vader em junho deste ano.

A produção do álbum contou com grandes nomes como: Seth Siro Anton (Septic Flesh, Nile, Kamelot, Moonspell, etc), que foi responsável por toda a arte, criação do brasão e do logo da banda e que por sinal ficou fabulosa, algo que não esperaríamos menos vindo dele; Fredrik Norstrom (Studio Fredman – Suécia) que foi responsável pela mixagem e masterização; Pat Power (Baterista do Dream Evil – Suécia) que foi responsável pelas correções “finas” dos clicks das músicas.

O 'EZ Life DV8', que significa ''Desvio Fácil da Vida'', conta a história de formação do universo e do nosso planeta, além de abordar as guerras que causamos, vendo de forma ampla, o panorama dos fim dos tempos e que se tentássemos até mesmo fugir para outro planeta, seria um erro.

É muito difícil escolher as melhores faixas dele, olhando se forma microscópica, todas são bem individuais e apresentam características próprias, como "Stardust" que é a primeira. Ela inicia com uma intro tranquila e depois torna-se pesada e com uma melodia exuberante soando de fundo. Deve-se também dar destaque às diversas mudanças de vocais, hora soando limpo e outras como um gutural poderoso intercalado de forma rasgada como por exemplo "Terraformer" e "3rd Rock From The Sun", respectivamente .

A música "Bloody Vision" destaca-se por ter uma instrumental instigante, créditos para seu ex baterista Rafael Lobato que veia a ser substituído pelo Ali Ghazzaoni, e uma letra que cativa o ouvinte a tentar cantar e bater muita cabeça, além da bela variação de técnica vocal do Felipe Borges que chega  até a fazer pig squeals. "Equinox" também é uma excelente pedida.

Em "Civil Carnage" há uma veia de Crossover Thrash Metal que com o peso do Death Metal torna-a uma super escolha para os 'moshers' em um show não pararem em momento algum, além do notável acompanhamento do seu tecladista Ramon Montenegro.

Em seguida surge as faixas "I.C.U. In Hell" e "Brain Technology" mostrando mais um pouco do talento criativo da banda, sendo essa última seguindo mais influências do Doom/Death Metal com uma pegada de Gothic Metal realizada pela participação da vocalista Larissa Frade da banda Venin Noir de Doom Metal.

Adiante, "Endtime Panorama" possui uma ótima sincronia entre os instrumentos de corda e o teclado, além de um baixo muito bem marcado a todo momento, assumido pelo  Arthur Chebec . Quem gravou as guitarras foi Álvaro Faria (que veio a ser substituído pelo Nelson Magalhães) com o Wederson Felix. Para finalizar esse fantástico debut vem a música "Error", sendo ela a mais extensa do álbum com 8 minutos de duração, fato que mal é percebido pois a mesma tem um tom épico e envolve o ouvinte de forma a viajar na sua sonoridade, ressalvando que há uma certa influência da banda de metal progressivo Cynic, no seu final.

Track List:
01. Stardust
02. Terraformer
03. 3rd Rock from the Sun
04. Bloody Vision
05. Equinox
06. Civil Carnage
07. I.C.U. In Hell (International Chaos United in Hell)
08. Brain Technology (Part 1, This Is Where It Starts...)
09. Endtime Panorama
10. Error

Membros:
Felipe Borges - Todos os Vocais
Wederson Felix - Guitarra
Nelson Magalhães - Guitarra
Arthur Chebec - Baixo
Ramon Montenegro - Teclado
Ali Ghazzaoni - Bateria

Links:
*Site Oficial
*Facebook

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Resenha: ''The Loneliest Loneliness'' - Sodamned


Lá pelos anos de 1999 e 2000, na virada do milênio, essa excelente banda catarinense (Atualmente situada em Joinville), foi fundada pelos músicos Juliano Regis (guitarras e vocais), Gilson Lande (bateria) e Gerson Lande (baixo e vocal). A proposta do grupo sempre foi mixar velocidade, peso e melodia sem se apegar a nenhum gênero ou subgênero do metal, mas de cara já podemos dizer que se trata de um Metal Extremo, com muitas influências de Death e Black Metal, ainda que passagens de Thrash e Doom Metal também são facilmente notadas.
Bem, desde sua formação, o grupo passou por algumas mudanças de integrantes, inclusive um dos fundadores, Gerson Lande, acabou saindo logo depois do lançamento do primeiro EP ,em 2006. Levando o grupo com apenas um guitarrista até 2009 quando Edilson Lucio juntou-se à banda como guitarrista, o grupo preparou-se pra lançar seu primeiro álbum de estúdio, The Loneliest Loneliness.

Sodamned é mais uma banda que comprova que não se precisa ter pressa pra lançar um álbum logo no inicio da carreira, pois antes de tudo, é perceptível a atenção que os caras deram à qualidade de som que eles gostariam de apresentar. Abrindo com “Fear”, porrada empolgante e veloz, sem deixar técnica de lado. Seguida por “Graveyard of Secrets” que possui uma cadencia mais melódica e envolvente, com trechos de Black e Doom Metal, música cativante e possui um belo solo.

“Sky & Earth”, possui um jeitão Thrash Metal em seus primeiros segundos, só pra deslanchar em uma avalanche de Death veloz, com belo trecho narrado no meio da música, bastante autêntico. A melhor faixa do cd fica por conta de, “The Mountain”, uma mescla de Thrash, Death, Doom e Black Metal, baita de uma composição.

Importante ressaltar que todos os instrumentos estão perfeitamente bem encaixados, principalmente o baixo, que é muitas vezes esquecido e aqui ele castiga o ouvido com verdadeiros estalos hah! Sensacional! A produção foi feita por Roger Fingle (Seduced by Suicide) e a capa por, Gustavo Sazes (Krisiun e Arch Enemy), pra completar a obra.

Sodamned está realmente muito bem servida se tratando de Metal, e esperamos muitos trabalhos ainda  para renovação e crescimento da cena em sua cidade e no país.

Por: Guilherme Rocha

Track List:
1. Fear
2. Graveyard of Secrets
3. Tortures and Nightmares
4. Sky & Earth
5. Hope
6. Um Enigma Envolto em Mistério
7. The Mountain
8. Painted in Blue
9. Hanged
10. Ewige Wiederkunft

Membros:
Juliano Regis da Silva - Guitarra e Vocal
Gilson Lange -Bateria
Felipe Gonçalves - Baixo and Vocal
Eduardo Blumer - Guitarra
Links:

domingo, 19 de abril de 2015

Resenha: ''Esquadrão de Tortura'' - Torture Squad


Esquadrão de Tortura é uma viagem no tempo ao período do Regime Militar brasileiro, constituído de forma conceitual, primeiro trabalho desta categoria do Torture Squad. No decorrer das 12 faixas, a banda mostra de ordem cronológica um dos períodos mais obscuros da história do Brasil. O álbum passeia pelo primeiro golpe de estado indo até as revoluções, sem deixar de lado estrelas e as lembranças mais marcantes deste período.

A banda abre seus trabalhos sem rodeios ou entoações. “No Escape from Hell” é rápida e mostra bem a pegada thrash que a banda quer contar ao seu ouvinte sobre a história do Brasil. Ótima canção e o instrumental já acena ao ouvinte o que ele poderá esperar pelo resto do álbum. Impossível não lembrar os trabalhos recentes do Sodom. Desde 2012 a banda conta com os vocais de André Evaristo (guitarra) e Castor (baixo), já que o posto antes ocupado por Vitor Rodrigues fora deixado de lado. Uma boa estratégia da banda dividir os vocais entre seus membros, sem a necessidade de contratar um novo vocalista. Temos aqui um “thrash trio” de competência (mais lembranças ao Sodom) e os vocais de André em boa parte do álbum assemelham-se aos de Mille Petrozza, do Kreator. Uma ótima constituição vocal!

O passeio ao passado brasileiro continua com a puxada do gatilho do exército e a tomada do poder com “Pull the trigger” e as primeiras resistências com “Pátria Livre”, esta a única canção do álbum cantada inteiramente em português. Haveria espaço para mais faixas em nossa língua nacional. A sequencia do álbum é pedrada após pedrada, lembranças claras ao thrash metal alemão e ao chamado “war metal”, popular nos inícios dos anos 80 por aqui. “Wardance” é o ponto técnico do álbum, onde a banda mostra sua evolução elevada. E que composição linda! “Architecture of Pain” e sua introdução levam o ouvinte de volta à década de sessenta, ouvindo as notícias do rádio sobre a criação do primeiro Ato Institucional. Ouvidos desatentos – ou em desacordo com o estilo – poderiam dizer que a banda soa repetida da quinta faixa adiante, mas as letras carregadas da história do Brasil valem o registro do álbum. “Never Surrender”, sexta faixa do álbum, tem momentos maravilhosos de interlúdios em que André grita o nome (ou as siglas) das primeiras agremiações partidárias opostas à Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Vejam quantos dos partidos políticos que conhecemos hoje eram chamados no passado! Pedradas e a progressão da ditadura militar seguem por “In the Slaughterhouse” (técnica tremenda da velha cozinha da banda, presença forte do baterista Amilcar Christófaro), “Conspiracy of Silence” e “Nothing to Declare”.

Mas um álbum conceitual cravado sobre um fato histórico tem um final que é previsto por todos. Um final onde já sabemos o que acontece em seu desfecho. Com Esquadrão de Tortura não é diferente. “Fear to the World” e a faixa bônus “A Soul in Hell” terminam, ainda que de forma morna, a história já conhecida do ouvinte. Não há floreios ou uma enorme mensagem filosófica sobre o passado brasileiro ao término do álbum, mas mesmo assim, a banda mostra que, após este período conturbado do Brasil, o que levantou-se foi uma Democracia um tanto quanto falha. Há uma curiosa ligação, evidenciando isso, com a última faixa e a primeira canção. Como se o álbum pedisse para você ouvi-lo de novo ao término de “A Soul in Hell” e repetindo seu ciclo com “No Escape from Hell”. Um círculo vicioso que tenta dizer o que se passou antes, também acontece agora.

De menções aos Atos Institucionais, passando por exclamações de liberdade até culminar no fechamento do livro negro da História do Brasil, Esquadrão de Tortura não irá te ajudar a passar de ano na escola. Entretanto, é impossível negar a boa carga histórica presente neste primeiro registro conceitual do agora “Power trio” paulistano. A banda fez uma excelente pesquisa sobre a época, um trabalho que poucos teriam tanto esmero. Obviamente o álbum é recomendado a você também que não dá a mínima para o passado de seu país. O que você ouvirá aqui é um competente trabalho produzido inteiramente no Brasil e que não nega fogo aos grandes da Europa ou América do Norte. Mas se você acha válida a ação da banda em recontar o Regime Militar Brasileiro, adquira o álbum original. O encarte já vale por metade do preço imposto. Afinal de contas, quem não sabe seu passado não pode reclamar de seu presente.

Por: André Trevisol

Track List:
1. No Escape from Hell
2. Pull the Trigger
3. Pátria Livre
4. Wardance
5. Architecture of Pain
6. Never Surrender
7. In the Slaughterhouse
8. Conspiracy of Silence
9. Nothing to Declare
10. For the Countless Dead (Dirge)
11. Fear to the World
12. A Soul in Hell

Membros:
AMILCAR CHRISTÓFARO: Bateria
CASTOR: Baixo + Vocal
ANDRÉ EVARISTO: Vocal + Guitarra



quinta-feira, 16 de abril de 2015

Resenha: ''From Dust'' - Kataphero


Logo após seu bem sucedido álbum de estreia "Life", em 2012, o Kataphero volta com tudo, criando uma obra conceitual via gravadora Dosol, em 2015. Nomeado de "From Dust", baseia-se um mito originado há milhares de anos atrás que nos leva a uma viagem visceral ao cenário desolado, onde o corpo e a mente de uma criança primitiva se desenvolve completamente sozinha. Este novo debut está marcado por uma sonoridade obscura, densa e criativa, mostrando mais um vez que a banda tem sua identidade própria e o talento os move acima de qualquer coisa. Levando-os até a dividir palco com bandas de alta importância mundial como SODOM, KRISIUN, SEPULTURA e ROTTING CHRIST.

Em "From Dust", que significa "Do Pó" , eles retrataram o mito da origem humana em formato de tragédia, com o enredo calcado na saga do único remanescente de uma tribo nômade extinta a 13 mil anos atrás. Fato que está significativamente representado em sua capa, que é uma pintura rupestre criada por Genival Jr e Leonardo Matos. 

No entanto, como eles não se prendem a rótulos e gostam de serem livres para expressar o que sentem pela música, esse novo trabalho está notavelmente diferente de seu antecessor que possuía uma sonoridade mais melódica, por exemplo, além de ter sido melhor produzido. Estando essa responsabilidade a cargo do seu vocalista Paulo Henrique, que o fez de forma maravilhosa.

Em 'From Dust', a sonoridade está mais envolvente do que nunca. É impossível escutar e não relacionar aos veteranos do SEPTIC FLESH e do ROTTING CHRIST. Há também um clima soturno e ao mesmo tempo cheio de elementos orquestrais, atmosféricos e melancólicos, possuindo até mesmo algumas passagens lentas e progressivas.

O debut inicia-se com a faixa ''Nomad'', que apresenta uma afiadíssima voz feminina, ficando a cargo de Jaque Moraes, companheira do vocalista Paulo que a torna mais mística e envolvente. Nessa faixa, há um clima bem cadenciado a todo momento e um baixo muito bem marcado. Contribuindo assim, para uma maior efeito qualitativo na canção, vale ressaltar que a banda faz uso de instrumentos de percussão africanos e orientais como Daf e Darbuka. Em seguida surge ''Vanisher'', que é uma das melhores no álbum, ela começa de forma ritmada e vai progressivamente aumentando a expectativa do ouvinte até chegar no clímax da canção quando o vocal do Paulo Henrique beira a nostalgia e até chega a lembra o vocal do Nergal do BEHEMOTH.

Prosseguindo com o CD, é a vez da música ''Trauma'' que foi uma das faixas já divulgadas antes do lançamento do álbum. Engrandecida pelo uso de instrumentos não convencionais como o Kalimba e Teremim, ela consegue eficientemente mostrar a nova proposta da banda e também fazer o ouvinte viajar em seu som atmosférico, representando a consciência do personagem conceitual do álbum em questão se desenvolvendo.

Em ''Bleak & Seed'' é apresentada uma excelente letra que faz com com quem escute até tente cantar, também há uma perfeita execução de riffs. Já em ''Ekstasis'' há um clima mais frenético e um instrumental muito bem feito, dando destaque para seu baterista.

Em seguida, ''Rise'' e ''Bound'' não deixam a desejar, mostram todo o 'feeling' que esse novo trabalho conceitual evidencia, principalmente esse ultima que é semelhante ao que o Septic Flesh vinha fazendo com os seus álbuns, principalmente no timbre! Acertaram e cheio. Por fim, o debut finaliza com a música ''Fall'' sendo uma ótima escolha para isso, com um instrumental poderoso e um vocal fascinante.

Portanto, o Kataphero quebrou todas as expectativas que haviam a cerca de seu novo trabalho, fazendo uso de um som mais técnico, inovador e corajoso para com os fãs de seu trabalho anterior ''Life''. Quando se fala em talento e criatividade, uma palavra surge na ponta da língua ... 'KATAPHERO'.

Track List:
1. Nomad
2. Vanisher
3. Trauma
4. Bleak & Seed (5)
6. Ekstasis
7. Rise
8. Bound
9. Fall

Membros:
Paulo Henrique Santiago - (Vocal / Guitarra)
David Cantídio - (Guitarra)
Phelippe Melo - (Baixo)
Lucas Somenzari - (Bateria)

Links:
*Página Oficial
*Dosol

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Resenha: ''Relentless Disease'' - Krow


Se há um estado brasileiro que deveria se orgulhar de sua capacidade natural de encubar novas bandas de metal, especialmente no âmbito dos sons extremos e brutais, esse estado é com certeza Minas Gerais. É de se admirar como mesmo há mais de vinte anos atrás a preferência dos mineiros pelo brutal death, e suas vertentes extremas, faz destes gêneros sons ativos até os dias de hoje.

Mais um dos “nascidos em berço esplêndido”, os mineiros do Krow (Uberlândia) estão na ativa desde 2007. E podem ser facilmente vistos como uma das novas lideranças do Death/Thrash Metal brasileiro, com passagens importantes para a história da banda no exterior. Com o grande reconhecimento que lhes fora dado ao full-length “Traces of the Trade”, a banda decolou sem saber quando voltaria ao Brasil novamente. Ganharam o mundo, sem antes deixar uma base sólida de fãs por aqui.

Conheci o Krow graças a este álbum, que por si só já é uma evolução estupenda de seu anterior “Before the Ashes”, além de contar com novos integrantes na formação. “Traces of the Trade” era ótimo, um ponto muito alto para a banda, mesmo com seu considerado pouco tempo de existência. Mesmo assim, eu me perguntava quando estes mineiros lançariam algo novo. Minha surpresa veio com o anuncio de um novo EP, “Relentless Disease”.

E que surpresa boa é este EP! Já agrada por sua arte da capa, produzida pelo artista Costin Chioreanu (Arch Enemy, Mayhem, Pátria). Uma ótima ilustração que não foge às ideias da banda, além de chamar a atenção por seu incrível nível técnico. No play, temos (infelizmente!) somente duas canções, mas que valem muito. “Relentless Disease”, faixa homônima ao EP é peso puro e Whoreborn há a agressividade em que a banda já ficou conhecida, mesclando o thrash e o death metal de forma correta. Velocidade é importante, e em “Relentless Disease” isso fica claro. Felizmente a boa produção estrangeira do EP não faz seu som digno de uma equipe de Formula1, dando certa cadência ao play.

Produção impecável. Pode parecer estranho (ou fácil) mixar só duas músicas para depois encaminhar à prensagem, mas o produtor Ronnie Bjornström faz um trabalho sem erros aqui. Todos os instrumentos – além das vozes – se fazem presentes. A agressividade transborda no pequeno Extended Play! Para garantir o lançamento físico a sua coleção de EPs.

O Krow já se consagrou no cenário brasileiro do heavy metal (sem precisar fazer shows nas grandes capitais), além de ser figura carimbada nos festivais europeus. A banda tem um grande apreço pelos países do lado leste da Europa, que puderam acompanhar uma sequencia exorbitante de shows destes mineiros num passado próximo. E muito embora agora estejam todos radicados em São Paulo, o Krow não pode negar seus títulos que já vêm do berço: sua formação no “Triângulo Satânico Mineiro” - terra que deveria se orgulhar de suas bandas formadas, iniciadas ou já encerradas. E que merecia fazer-lhes melhor juízo também.

Por: André Trevisol

Track List:
1. Relentless Disease 
2. Whoreborn

Membros:
Guilherme Miranda - Guitarra e Vocal
Jhoka Ribeiro - Bateria
W. Johann - Guitarra
Cauê De Marinis - Baixo

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Resenha: ''Unholy Sacrifice'' - Jackdevil

Os thrashers do Jackdevil estão de volta à cena com seu primeiro full-length “Unholy Sacrifice”. Embora com pouco tempo de banda, formada ainda em 2011, é evidentemente o gritante sucesso que esses maranhenses vêm conseguindo em menos de quatro anos. Desde o lançamento do EP “Faster than Evil”, ainda do ano passado, o grupo vem sendo sucesso de críticas e líder nacional do chamado “Thrash New Wave”.
 
Stephen King é mundialmente conhecido por suas criações no âmbito da literatura fantástica carregada de influências do terror do início do século passado. Livros como “O Iluminado”, “Sob a Redoma”, “Christinie”, “Carrie” além da épica saga da “Torre Negra” são alguns exemplos de seus maiores sucessos. Muito embora Stephen King seja um escritor renomado do horror e primeiro herdeiro do trono imortal pertencente antes a Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft, sua influência também é grande; fazendo o gênero macabro despontar e permanecer ativo no mercado com uma nova onda de escritores que agora seguem os passos do mestre do terror.

King influenciou uma gama de novos autores, expandindo os campos midiáticos de seu trabalho para o cinema, o teatro, pinturas e, não menos importante, a música. Inegável é a importância do autor para a cultura pop em geral, e neste último quesito, uma banda brasileira não faz feio ao trazer as idéias de Stephen King a seu mais novo lançamento.

Seja como for, “Unholy Sacrifice” promete deixar a banda ainda mais tempo sob os holofotes da mídia especializada, e é aí que entra a importância de Stephen King para este álbum. Com nove faixas – além de uma edição bônus – todo o conceito por trás deste trabalho é uma enorme homenagem por parte dos músicos ao mestre do terror moderno. Uma ideia conceitual que foi muito bem elaborada pelo quarteto de São Luis. Todas as faixas são inspiradas em obras marcantes de Stephen King e prometem manter a carreira do Jackdevil no pináculo da agressividade, aliada ao peso e velocidade em que a banda ficou famosa. Títulos marcantes e que remontam aos livros de King ficam evidentes nas faixas “Behind the Walls”, “Age of Antichrist” e a primeira faixa homônima “Unholy Sacrifice”. Mas se você não sabe por onde começar neste play escute o single hit do álbum, liberado ainda no início do ano na internet e que atende pelo nome de “Thrash Demons Attack”. Paulada incessante!

O álbum inteiro foi muito bem produzido e mixado, onde seu resultado final não poderia ser outro senão um nível profissional impecável, mesmo para o estúdio responsável com pouca tradição para o estilo. Destaque para todas as faixas, para estuprar o replay de seu aparelho! Impossível não citar também o finíssimo trabalho de arte da capa produzida e idealizada pelo artista Ronílson Freire, que apresenta um trabalho marcante, captando muito bem a idéia da banda e seu conceito apresentado. O ceifador, ícone do grupe, está lá marcando presença. Felizmente, toda a arte do encarte ficou a cargo de Ronílson que só agrega pontos positivos ao novo trabalho do Jackdevil.

“Unholy Sacrifice” é um ótimo cartão-de-visitas por parte dos maranhenses do Jackdevil. O primeiro full-length da banda que já colhe frutos de um sucesso rápido, mas ainda em ascensão. O mais novo trabalho dos “Thrash Demons” pode ser adquirido virtualmente no site da MetalStore.As características marcantes do som da banda estão de volta, com uma roupagem um tanto quanto “old school”, homenagens aos memoráveis anos 80 onde o Thrash conquistava mais adeptos a sua causa, enquanto os primeiros filmes baseados nas obras de Stephen King estouravam no cinema.

Se Stephen King é hoje o pai da literatura macabra, o Jackdevil aposta em cheio numa fórmula nada nova, mas de incrível capacidade técnica onde a produção – carregada de tanto esmero – vale o destaque em todo o conjunto da obra.

Quantos livros de King você irá (re)ler tentando sacar a qual obra literária pertence cada faixa? Lançamento imperdível!
 
Por: André Trevisol

Track List:
01. Unholy Sacrifice
02. Beastrider
03. Thrash Demons Attack
04. Age of Antichrist
05. The Coven (Bass Solo)
06. Vixen of Satan
07. Killing Razors
08. Behind the Walls
09. Insane Speed Metal
10. Under The Metal Command

Membros:

André Nadler - Vocal e Guitarra
Renato Speedwolf - Baixo
Ric Mukura -  Guitarra Solo
Filipe Stress - Batera 

Link:
*Facebook
*Site Oficial