Heavy Metal Online #60

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Krathera - Seu sofrimento começou

"Capa da Demo"

Formada em 2013, Krathera é mais uma prova que a Bahia está recheada de bandas boas!
Eles me representam, pois esses desgraçados são da minha cidade Vitória da Conquista/BA!
Em Dezembro de 2014 eles lançam a Demo “Seu Sofrimento Começou”, que mescla elementos de Thrash, Death e Heavy, como a própria banda denomina, além de ter as letras em português. 
A banda já conta com uma mini turnê pelo Nordeste, passando por cidades como Salvador e Guaránhuns/PE, sendo nesta última cidade em um festival de 60 bandas de 6 estados  diferentes, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Sergipe e Goiás.

Review da Demo “Seu Sofrimento Começou”.

A primeira faixa, denominada “Fúria” faz total jus ao que a música apresenta. Logo nos primeiros Riffs cortantes já podemos deduzir que vem pedreira pela frente, logo depois o vocal ogro vem à tona, cantando de forma clara em português, o que facilita o ouvinte entender liricamente todo ódio presente no disco!

“Pegue a pipoca que o show começou”, esse é um trecho da segunda faixa, chamada de “Lutador Homicida”. Nessa música podemos notar uma linha de contra-baixo destacada e muito agradável aos ouvidos, sem menosprezar o trabalho dos guitarristas e da batera agressiva que são marcantes em todo o disco.

Essa pauleira é uma das minhas preferidas, pois pra mim tem uma introdução de não colocar defeito, além de um belo solo de guitarra! O nome do disco veio de um trecho dessa música e não poderiam ter escolhido melhor, pois simplesmente representa essa música inteira e o disco completo!

A introdução me lembrou o puro Heavy Metal, especialmente Iron Maiden, mesmo eu não sendo um ouvinte da banda, porém a transição no decorrer da música é impressionante, mostrando o que o grupo sabe fazer! Esse som ganhou um “Live Web Clipe”, que nada mais é que um clipe feito com imagens de show, assim da a oportunidade de quem não os viu ao vivo sentir um pouco da energia que eles passam sobre o palco! O vídeo pode ser visto neste link: https://www.youtube.com/watch?v=ILS_2QajHmY

A última faixa já me ganhou pelo nome, “Thrasher”! A música faz honra ao título, pois ela é o Thrash na sua forma mais agressiva! Com participação extremamente notória de todos os integrantes, tornando-a minha música preferida desses caras, pois o decorrer do som mostra a agressividade da banda em apenas 1:53min.! Isso mesmo, em menos de 2 minutos eles conseguem mostrar a competência do grupo.
Enfim, resumidamente nós podemos esperar 3 coisas da Krathera: agressividade, peso e muita competência!
Integrantes:
Victor Santos - Vocal
 Warlei Silva - Guitarra
Diego Soares - Guitarra
Lucas Melo - Bateria
Rafael Leandro - Baixo.

Site onde é possível ouvir a Demo: http://kratheravca.wixsite.com/krathera
Página no Facebook: https://www.facebook.com/krathera/home?ref=page_internal

Link do Live Web Clipe da faixa "Feridas de Guerra": https://www.youtube.com/watch?v=ILS_2QajHmY


Obs: O underground não vive só de elogios, vamos ajudar sempre que possível! Curtiu o som dos caras? Que tal juntar uma graninha pra comprar essa Demo incrível? Já garanti a minha!

terça-feira, 31 de maio de 2016

Entrevista: Visceral Slaughter [AP]



1- Senhoras e senhores, estamos aqui com nada mais nada menos que Leon Ferreira, vocalista da banda Visceral Slaughter! Primeiramente eu queria agradecer a oportunidade de entrevista-lo, para iniciarmos a entrevista, eu queria saber o que você achou de tocar ao lado da galera do Nervochaos?
R: uma honra, uma banda que já acompanho a um bom tempo e de repente estar dividindo palco em uma turnê. É o ápice de qualquer cara que trabalha com música a um bom tempo 

2- Algumas bandas hoje, infelizmente, utilizam de uma fama repentina em redes sociais, ganhando muitas “curtidas” no Facebook, ultrapassando bandas que já tem notoriedade no cenário e que são mais conhecidas e respeitadas. O que você tem a dizer sobre essa situação? 
R: cada um recebe o reconhecimento que corre atrás né? Eu prefiro uma galera q cola nos shows e até mesmo antes e depois dos mesmos com a gente, e de menos importância é aquele like na página e em outras redes sociais. Número nem sempre é o bastante no underground, prova disso é que em muitos shows lotados não percebemos a energia de um outro com pouquíssima gente. Acho q tem relação isso. 

3- Aproveitando a pergunta anterior, aproveito para fazer a seguinte pergunta, você está satisfeito com o reconhecimento que a banda tem nos dias de hoje? 
R: com certeza, além da galera q tem colado nos shows, nossos parceiros de turnê tem elogiado bastante a banda em todos os aspectos e isso vale muito pra gente, levando em conta a admiração e respeito q temos por eles. 

4- O que move as bandas do Underground são os organizadores dos eventos, as bandas estão cobrando mais do que nunca para que elas possam mostrar o seu som por vários lugares. Como a banda está encarando esta situação? Está satisfeito com a agenda da banda ou ainda acha que pode melhor mais?
R: sempre dá pra melhorar né? Cobramos, mas entendemos os produtores... Arrumar show, fechar turnê, etc... Não é fácil, e a transparência dos caras ameniza aquela certa agonia em querer mostrar o trabalho. 


5- Cada evento é uma história diferente para contar, tanto para o músico da banda, quanto para um Headbanger comum. Qual a história mais inédita que já aconteceu com você como músico e como público?
R: como músico é tanta história que fica difícil escolher uma... Mas como público, lembro de uma vez estar em um show de thrash que tava tão lotado que um cara pulou do palco e demorou uns 15 minutos pra arrumar um lugar no chão... Enquanto isso a galera ia passando ele de um lado pro outro como se fosse uma bola de praia hahahaha 

6- Qualquer músico tem suas influências de dentro e de fora do Metal, quais são as suas principais influências dentro e fora do Metal e Rock e geral? Como banda e como artista.
R: no metal eu curto um lance pesado e bem trabalhado, tipo... Dying Fetus, The Faceless, Nile, beyound Creation. Fora do metal é aquele country velha guarda hehe johnny Cash, waylon Jennins, Alan jackson... Por aí vai. 

7- Um tema polêmico e que provavelmente nunca vai deixar de ser, é uma banda de White Metal tocando em um evento com bandas de ideologias contrárias, como você encara isso? Visceral Slaughter tocaria em um evento junto com uma banda de White Metal?
R: com certeza não cara, não me envolvo em polêmicas com essa vertente, mas prefiro distância. Os caras pra lá e a gente pra cá. Vida que segue. 

8- Para encerrarmos a nossa entrevista, você pode dizer se a banda já tem um projeto para futuro? Fique a vontade para deixar uma mensagem para os leitores da entrevista, agradeço mais uma vez. Hail!
R: estamos trabalhando na produção do próximo disco e temos alguns detalhes pra resolver, mas logo logo ele tá aí pra galera. Estamos trabalhando pra ser um dos melhores trabalhos da banda. E queria agradecer a galera ai que curte o som e convidar a conhecer não só o Visceral Slaughter, mas todas as bandas que estão com a gente no corre. Como sempre digo, cada leitor, banger que vai nos shows, até aquele que não pode ir mas tenta ajudar de qualquer jeito, seja comprando o material das bandas e divulgando o trabalho pros amigos, vale muito a pena no underground, sempre! É isso aí e bola pra frente. Vamo trabalhar que o Underground não se vira sozinho hehe. Abração brother.

Membros:
Leon Ferreira - Vocals, 
Fabrício Góes - Guitar and Backing Vocals, 
Romeu Monteiro - Bass, 
Alberto Martínez - Drums.




terça-feira, 15 de março de 2016

Entrevista - Banda Anarkhon [SP]


 Por Guilherme Matos

1- É com grande prazer que o nosso site pode contar com mais esta lenda no nosso acervo de entrevistas, nada mais nada menos que Aron, frontman do Anarkhon! Se você é um bom apreciador de Metal Extremo merece ouvir toda a discografia desses caras, afinal eles não são chamados de “Cannibal Corpse Brasileiro” por acaso. Aron, como o Anarkhon foi formado? 

A banda começou enfrentando muitas dificuldades? Aron - Saudações a todos , o Anarkhon começou em 1999 na cidade de Guarulhos em São Paulo e o começo não foi diferente de outras bandas , as dificuldades são sempre as mesmas em um país onde o heavy metal não é visto com bons olhos. 

2- Sabemos que o Anarkhon já tem uma boa quantidade de fãs no território nacional, alguma vez vocês já se surpreenderam com algum fato inusitado causado por um fã? E por parte dos integrantes? Existe algum fato surpreendente causado pela própria banda ou até mesmo por você? 

Aron - Acho que a maior demonstração de devoção ou loucura para alguns é quando alguém resolve tatuar o nome da banda ou o logotipo ou a capa de algum disco etc... , uma garota da cidade de Curitiba tatuou o logotipo do Anarkhon no braço , foi uma das maiores loucuras que eu ví nesse tempo com a banda , as pessoas que apoiam o Anarkhon realmente gostam e apreciam o nosso trabalho e somos felizes por isso. 

3- Para vários Headbangers o White Metal é visto como um insulto ao Metal e inúmeras bandas do nosso Underground se recusa em participar em eventos que tenham alguma banda do gênero participando. Qual a posição do Anarkhon quanto a isso? São a favor ou são contra o White Metal? A banda tocaria em um evento com uma banda do gênero? 

Aron - SOMOS CONTRA , NUNCA TOCAMOS EM UM EVENTO COM BANDAS ASSIM , E NUNCA TOCARÍAMOS. 

4- De norte a sul do país surgem bandas com extrema qualidade e consequentemente aumentando a dificuldade de uma banda se destacar mais que as outras e ter um bom reconhecimento em geral, por este motivo muitas bandas de alto calibre acabam ficando desconhecidas. Como o Anarkhon pretende continuar se destacando das demais bandas? Vão continuar sendo o Anarkhon de sempre ou vão experimentar mudanças no som de vocês? 

Aron - Eu acho que não tem como encarar a coisa toda como uma competição , nesses quase 20 anos na cena eu ví milhares de boas bandas surgirem lançarem 2 discos no maximo e desaparecerem, no fim das coisas acho que vai muito além de trabalho , qualidade e correria , o Anarkhon sempre fez tudo que uma banda padrão faz para ter algum reconhecimento , e conseguiu , mas só conseguiu aqui no brasil , do outro lado da moeda o meu projeto o Power from hell , sempre foi levado com total descaso no sentido de divulgação , qualidade de gravação etc , e acabou se tornando "cult" para muitas pessoas pelo mundo afora , então no fim das contas para algumas bandas acontecem e pra outras não , apenas isso. 

5- Agora falando um pouco de você, como você conheceu o Metal e qual foi sua primeira impressão?Tem alguma banda ou músico que você ainda sonha em dividir palco? 

Aron - Comecei na pré-adolescência achando que o Iron Maiden era a coisa mais brutal e satânica do mundo , até eu assistir na época um clipe do Cannibal corpse , eu tinha uns 13 anos e ai descobri o metal extremo e nunca mais parei , todo esse tempo tivemos a honra de tocar com grandes bandas que cresci escutando , mas nunca tocamos com o cannibal , e é uma banda que nos influenciou muito. 



6- Você é dono de um vocal insano, quais foram as suas principais influências que te levaram a ser vocalista e formar uma banda? Tanto de artistas quanto de bandas. 

Aron - O Anarkhon não foi formado por mim eu entrei na banda na época poucos meses depois de ela ter sido formada , minha principal influencia no vocal foi o primeiro vocalista do Anarkhon Péricles Hooper , até hoje um dos vocais mais doentios que eu já escutei. 

7- Os trabalhos da banda tiveram uma boa recepção dos amantes do gênero e alguns deles foram de certa forma polêmicos, como exemplos temos o videoclipe da faixa “Fodendo na sala de autópsia” e um EP intitulado “Pedofilia”. Qual era a intenção da banda quando escolheram o nome “Pedofilia” para o EP? Lembrando que o mesmo já teve a capa censurada. 

Aron - Eramos mais jovens naquela época e a intenção era uma só "Causar polemica " aquilo foi de caso pensado , puro marketing , ninguém na banda jamais apoiou esse tipo de coisa relacionado a pedofilia , nós apenas relatamos em nossas letras as insanidadess cometidas pelo homem e a pedofilia é uma delas. 

8- A banda já tem projetos futuros? Álbum em andamento, videoclipe sendo gravado, etc. 

Aron - Estamos começando a compor para o próximo álbum. 

9- Para encerrar a nossa entrevista, você se sente realizado como músico hoje? Tem alguma meta que ainda pretende alcançar na sua carreira? 

Aron - Sim eu me sinto um afortunado , tenho duas bandas que me proporcionam sensações e momentos distintos , o Anarkhon e Power from hell me deram a oportunidade de viajar e conhecer muitos lugares do mundo que sem a música eu não teria como ir , conhecer pessoas incríveis , apertar a mão de músicos que eu cresci admirando , etc , eu me sinto um afortunado!!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Resenha: "Your Nightmare" - Metalizer


Por: Guilherme Matos

Qual o seu elemento preferido no Heavy Metal? 
Com certeza está presente no Metalizer, e neste álbum está a verdadeira essência do Heavy Metal. Lançado em 2015, a capa do álbum ficou por conta do Fernando Lima, o disco conta com 10 faixas que são pedradas no ouvido do início ao fim, com um conjunto instrumental de outro mundo. Se você tem um ouvido de porcelana então é melhor não ouvir esses monstros! 

A primeira faixa, intitulada “Weapons of Metalization”, começa com um riff que atravessa a alma, e logo na introdução mostra a grande capacidade vocal de Sandro Maués, que está presente em todo o disco. Logo na sequência está particularmente a minha faixa preferida, “My Cage”, ela é a pura essência do Heavy Metal! Ela mostra toda a força da formação da banda, foi a escolhida para o ser o primeiro videoclipe da banda lançado recentemente, com certeza não havia uma escolha melhor para o videoclipe.

“Street Dog” é a terceira faixa, segue a mesma linha das demais, porém com grande destaque para a bateria destruidora de Thiago Agressor, que se entrega de pé e cabeça nessa faixa. A quarta faixa “ A Bridge Across Time and Space” merece mais mérito para Thiago, logo de cara ela lembra o Thrash dos anos 80, com a introdução parecida com a faixa “Piranha” da banda “Exodus”, também posso destacar como uma das minhas preferidas pela agressividade que ela transmite ao ouvinte e pela forma que ela se transforma no decorrer da música, onde Douglas Lima acompanha com a alma! Em seguida vem “Still Alive”, mostra uma agressividade, um lado completamente Thrash da banda! “Cause and Effect”, está na hora de falar de Nilão Bonebreaker! Nesta faixa instrumental ele acompanha a música fazendo com oque o baixo pareça um trovão! E no decorrer na música ela tem uma passagem para o acústico com o acompanhamento da guitarra que fica incrível!

Em “Zombified Generation”, essa faixa poderia é digna de um videoclipe, mostra toda a força do Heavy do conjunto! A oitava faixa, “Wake Up”, lembra o clássico Heavy do Manowar, com mais destaque para Thiago e Douglas! Nilão também não deixa a desejar e Sandro destrói o microfone como todas as músicas cantadas durante o álbum. A penúltima faixa, “Preacher of Hate”, é para que você ouça e nunca mais esqueça a pedrada nos típanos que ela estoura de qualquer um! A última faixa, “Life is your Nightmare”, carrega tudo que as músicas anteriores têm, desde a música agressiva, desde o Heavy tradicional, mesclando em originando um resultado chamado METALIZER! E quando ela parar é melhor você esperar mais um pouco e ouvir o que ainda vem pela frente!

Track List:

1. Weapons of Metalization
2. My Cage
3. Street Dog 
4. A Bridge Across Time and Space
5. Still Alive
6. Cause and Effect
7. Zombified Generation
8. Wake Up
9. Preacher of Hate
10. Life is your Nightmare

Membros:

Sandro Maués - Vocal
Douglas Lima - Guitarra
Edson Ruy - Guitarra
Nilao - Baixo
Thiago Agressor - Bateria e Vocal
Link:
Facebook

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Entrevista: Banda Slasher [SP]


Entrevista por: Guilherme Matos

1- É com grande honra que eu posso falar com um gigante das guitarras brasileiras! Assume um dos cargos de guitarrista de nada mais nada menos que Slasher! Estou falando de Lucas Aldi. Para começarmos a entrevista vou fazer uma pergunta clássica, como surgiu o Slasher e qual o motivo de escolher este nome?

Saudações galera do Conquerors of Brazil, muito obrigado pela oportunidade. O Slasher surgiu em 2008 das cinzas de outras bandas que eu e o Lúcio tínhamos, a partir daí fomos traçando nossos objetivos de compor material próprio calçado no Thrash Metal,mas sem nos prender no estilo. Slasher é um subgênero de filmes de terror como Psicose, Sexta-feira 13, Halloween e outros. Este tema se encaixou perfeitamente na sonoridade que buscávamos, possibilitando explorar também graficamente.

2- E as suas influências? Qual banda e artista teve destaque quando se interessou em tocar guitarra?

Minha primeira banda arriscávamos tocar alguns sons do Slayer, essa banda sempre me motivou a tocar guitarra e me motiva até hoje com os novos plays! Gosto muito da escola tradicional do Metal, mas minhas influências vêm principalmente de bandas com uma sonoridade mais moderna, gosto muito do trabalho de guitarras de bandas como Nevermore, In Flames, Soilwork, Sylosis, Lamb of God, Revocation etc.


Lucas Aldi
3- Quanto as composições, você procura seguir uma mesma linha? Gosta de sempre procurar algo novo para tocar?

Eu não me prendo a uma linha ou estilo, normalmente eu vou compondo algo durante o ano todo sem pressa, depois volto evoluindo as ideias. Eu deixo fluir as ideias de acordo com o que estou sentindo no dia, mas na maioria das vezes é rifferama rápida e cortante pra descarregar o stress do dia a dia na guitarra hahaha.

4- Agora uma pergunta de fã, a faixa "Overcome", do álbum "Katharsis" (Temos uma resenha deste álbum no blog), é particularmente uma das minhas preferidas, e olha que não são poucas, tem uma linha de guitarra de outro planeta, ela foi composta somente por você ou sempre rola um toque dos dois guitarristas nas composições?

Bem legal essa pergunta. Este foi o caso que citei na pergunta anterior, eu criei uns riffs avulsos no estúdio durante a gravação do Pray for the Dead, até ficou gravado num vídeo da pré-produçao que vocês podem conferir exatamente aqui: https://youtu.be/dmTuf_96Mw8?t=56 . Este riff ficou guardado e eu fui desenvolvendo ele aos poucos durante o ano, quando sentamos pra compor material novo para o segundo álbum, eu apresentei a ideia pra banda e montamos a composição juntos, é assim que normalmente acontece, trazemos ideias e desenvolvemos juntos. Este foi o primeiro single do Katharsis.

5- Hoje temos uma diversidade incrível de guitarristas brasileiros , como Kiko Loureiro que ingressou no Megadeth recentemente, você conhece algum guitarrista brasileiro que pode chegar longe?


Temos vários guitarristas extremamente talentosos, não consigo citar um específico, mas é questão de oportunidade, com certeza veremos mais músicos nacionais em destaque no Metal mundial além das bandas já consagradas.


Slasher - Katharsis
6- Agora falando um pouco da banda, vocês anunciaram há pouco tempo que estão a procura de um baixista, o que aconteceu com o antigo? Já tem alguém em mente para ocupar o posto?

Antes de mais nada, preciso comentar que foi um privilégio tocar com o Erich, aprendemos e evoluímos muito com a passagem dele no Slasher. O Erich é um professor e músico profissional e devido a isso as agendas não estavam mais compatíveis. Ainda estamos fazendo alguns teste para o cargo, entrem em contato!

7- O álbum mais recente de vocês conseguiu ficar dentro das expectativas de toda a banda?
Com certeza! Ficamos muito satisfeitos com a produção do Tue Madsen e com toda repercussão do material na mídia especializada.

8- Falando de uma questão polêmica, a banda tocaria com uma banda de White Metal? Qual seu ponto de vista sobre tal gênero?
Sim, não temos problema algum com este tipo de situação, não há diferenciação, independente do estilo acreditamos que todos merecem respeito pelo trabalho desenvolvido. Não é uma questão de gosto pessoal ou de ideologia, cada pode expressar-se da forma que desejar desde que haja respeito entre todos.

9- E quanto ao público dos shows, você acredita que está forte na região? Acha que deve melhorar em algo?

É complicado, temos bons festivais com bom público, mas no geral, o cenário está longe do ideal. O público metal precisa valorizar mais o trabalho desenvolvido com tanto suor pelas bandas e produtores. Pequenas atitudes como deixar um comentário para a banda, apoiar investindo num álbum ou comparecendo aos shows podem realmente motivar uma banda a continuar seu trabalho e produzir cada vez melhores materiais. Realmente sinto falta do envolvimento que existia, não vou culpar a tecnologia ou esta nova geração, também temos que nos adequar ao contexto atual, mas não depende só de nós!

10- Para encerrar a entrevista, a banda já tem novos projetos em mente?


Sim, a meta é compor o novo álbum até o final de 2016! Já temos alguns conceitos e ideias esboçadas. Produzir um novo álbum é empolgante, é o nosso escape criativo. Já adianto uma coisa, agora o trabalho será com 7 cordas pra adicionar ainda mais possibilidades ao som do Slasher. Muito obrigado pela oportunidade e pelo trabalho realizado pelo Metal Nacional! Nos vemos na estrada!


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Resenha: "Retreat To Nowhere" - Outset (2015)


Mais uma grande obra de Metal Extremo é lançada vinda de terras potiguares, o Outset presenteou-nos com seu primeiro full lenght nomeado de "Retreat Nowhere", este que veio a luz durante o segundo semestre de 2015. Dessa forma, temos aqui um dos estilos mais sujos e pesados de todo o metal, o Death/Grind,  uma de suas qualidades está na técnica abordada e sua urrante presença de caos. Sim! "caos" é a melhor palavra para definir  o som do Outset, ela é ministrada de forma incansável e malevolente. Aqui não há pausa, é metranca do início ao fim, uma verdadeira barulheira.

Pela capa podemos interpretar sobre qual temática que a banda disserta: corrupção, mas sem deixar de lado a crítica tão indispensável para esses músicos, por serem contra qualquer "força de manipulação social". Para tal, ficou a responsabilidade para o próprio vocalista "Luzdeth" que a desenvolveu com base em seus ideais. 

Sobre a sonoridade não há o que esconder, há influência direta do Hardcore 80's com Death Metal e influências de bandas como  Brutal Truth, Napalm Death, Nasum e Expose Your Hate (porquê será?!). As músicas são rápidas e diretas como segue o figurino das bandas nessa vertente, um dos pontos fortes está no vocal urrado/berrado do Luzdeth que dá todo o suporte necessário, linhas de baixo e guitarra bem casadas e muitos blast beats que beiram a "quebrar a bateria". Brincadeiras a parte, a banda sempre teve seu ideal voltado para o extremismo e não é de hoje que isso acontece. Os destaques vão para "Moral Life?", "New Patterns" , "Deception Lies", "Freedom Denied".

Ao decorrer das 10 faixas poderás confirmar os pressupostos acima, e se for de seu agrado a vertente, pode comprar o disco que ele irá satisfazer todas as suas perspectivas. Vale ressaltar que o CD foi lançado com o apoio de 4 selos (Rising Records, Gallery Prod., Feed Bizarre, Lampião Rec.) que não poderíamos deixar de mencionar.

Track List:

1. Moral Life?
2. Man's Inhumanity To Man
3. New Patterns
4. Negative Deceivers
5. Deception Lies
6. His Own Curse
7. Trilha Branca
8. Freedom Denied
9. No Remorse
10. Life Ends

Membros:
Luzdeth Lott - Vocals
Flávio França - Guitars
pH - Guitars
Patrick Schafstein - Bass
Marcelo Costa - Drums

sábado, 12 de dezembro de 2015

Entrevista: Banda Metalizer [SP]

Douglas Lima, Thiago Agressor, Edson Ruy, Nilão Bonebreaker e Sandro Maués
1- É uma grande satisfação entrevistar Thiago Agressor, que já está a 12 anos na estrada com a Metalizer! Sendo o único integrante da formação original. Para começarmos, aí vai uma pergunta clichê, como a banda foi formada e como o nome Metalizer foi escolhido? 

R..: Primeiramente quero agradecer em meu nome e em nome do Metalizer, a você Guilherme, e quero dizer que é uma grande satisfação também poder divulgar nosso som no Conquerors of Brazil. Então, a formação da banda se deu de forma natural, pois desde que comecei a curtir som nos anos 90, tinha vontade de poder criar uma banda de Thrash Metal, mas levou um tempo até aprender a tocar algum instrumento e achar outras pessoas para tirar essa ideia do papel. Então quando mudei pro interior do estado no ano de 2002, comecei a fazer um som junto de alguns amigos, eu era vocal e tocávamos covers de clássicos do Heavy Metal, mas somente em ensaios, e nessa banda um dos guitarristas era o Leandro (que gravou a primeira demo, Electric Homicide) e começamos a planejar montar uma banda de Thrash Metal. Um fato curioso é que nosso atual vocalista Sandro era batera dessa banda que tínhamos antes do Metalizer. Já o nome da banda foi inspirado pela música Metalized Blood da banda alemã Desaster, mas eu não queria que fosse um nome igual, então mudei para Metalizer, e acabou soando marcante e fácil de lembrar.

2- Com 12 anos de estrada já deve ter muitas histórias para contar, tem alguma inusitada? 

R.: Sim, o tempo passa, depois que passou parece que foi rápido, a vida é assim, isso é sinal de que foram bons momentos, então o que permanece são as histórias. Um momento que sempre ficou na minha mente, foi quando o Douglas entrou na banda, éramos um trio na época, e todo sábado íamos a pé ensaiar na casa do baterista da banda, na época o Luciano. Ele morava na cidade de Sumaré, e a pé dava mais de uma hora pra ir e mais de uma hora pra voltar, e no horário que íamos, depois do almoço, o sol estava sempre forte e a gente tostava no caminho, e ensaiávamos num quartinho que ele forrou com isopor e espuma e era quente demais, a gente suava muito (Acho que é por isso que éramos magros na época hahaha), mas eram ótimos momentos, curtíamos várias fitinhas de bandas que admirávamos no intervalo dos ensaios, e algumas dessas bandas, depois viramos até amigos dos caras, como Executer, Devil on Earth, e outras, isso pra gente é muito louco hahaha.

3- E quanto as influências? Na Metalizer você já foi baixista, vocalista e atualmente está sendo baterista, qual sua inspiração para cada instrumento? 

R.: Eu sempre transitei entre diferentes instrumentos, mais por necessidade do que por habilidade hahahah. Mas em se tratando desses instrumentos que já toquei no Metalizer, bom, no baixo como eu tocava de palheta, o Lemmy pra mim é o cara, lógico que eu admiro muito baixistas que tocam com o dedo como Steve Harris, Gedy Lee, etc, mas minha época de baixista no Metalizer o Lemmy era a principal influência, logo em seguida o D.D Verni do Overkill. No vocal como influência eu citaria o Paul Ballof do Exodus, Kurt Brecht do D.R.I e o Sheepdog do Razor, e pra citar um que eu não conhecia na época que eu era vocal do Metalizer, mas depois conheci e curto muito o vocal, é o Rob Evil da banda Evil Army. Na batera admiro muitos, o Dave Lombardo, Tom Hunting, Philthy "Animal" Taylor, Paul Bostaph, e muitos outros. 

4- E banda? Qual é a banda que você é fã de carteirinha? 

R.: Curto muitas bandas e estou sempre querendo conhecer mais e mais bandas, mas pra citar algumas, Slayer, Iron Maiden, Black Sabbath, Accept, Nuclear Assault, King Diamond/Mercyful Fate, Sepultura, Violator, Executer, Exodus, Razor, Living Death, Sodom, Kreator Destruction, Tankard, Napalm Death, Morbid Angel, R.D.P, Judas Priest, Gammacide, Voivod, D.R.I, Coroner e muitas e muitas outras.


5- Vocês lançaram este o ano o primeiro videoclipe da banda, "My Cage", o álbum "Your Nightmare", vocês ficaram satisfeitos com o resultado final?  

R.: Ficamos bastante felizes com o resultado. Fizemos esse trabalho junto com o Robson e o Claudio, amigos aqui da nossa região, e eles se empenharam bastante em conseguir um bom resultado, e na minha opinião conseguimos transparecer a nossa energia no vídeo. As filmagens rolaram numa associação cultural na cidade de Americana e também usamos imagens feitas no show de lançamento do nosso disco Your Nightmare, no bar do Pirata em Sumaré. 

6- Vocês vão pisar pela primeira vez em solos baianos para tocar na edição de 2016 do "Festival Ruídos no Sertão", nos dias 30 e 31 de Janeiro, em Poções. Estão ansiosos para esta vinda? O que esperam daqui? 

R.: Estamos felizes e ansiosos para tocar na Bahia, pois todos que já tocaram por aí, e também nos demais estados do nordeste, sempre falam muito bem dos locais, da galera e da cena de uma forma geral. Nossos amigos do Suffocation of Souls são daí e estão participando também da organização desse evento que pelo que vimos em vídeos e ouvimos a respeito, tem sido um grande marco para o metal nordestino, e também para o metal brasileiro, então esperamos mais um ótimo evento, com grandes shows, tanto do Metalizer como das outras bandas de muita qualidade e importância que estarão participando, também esperamos fazer novas amizades com os bangers da Bahia e de outras localidades que estarão indo prestigiar o Ruídos no Sertão. 


7- Hoje você já está feliz com o que conseguiu com a banda? Amizades, histórias, shows... Mulheres!

R.: Sim, fico muito feliz, principalmente por ter conseguido manter a banda ativa, mesmo passando por muitas dificuldades, ter sobrevivido e continuado a produzir música. O que me deixa mais feliz e ainda poder estar criando e registrando essas criações nos discos, e também podendo executa-las ao vivo, é bem massa. Enquanto as músicas continuarem surgindo na minha mente, pretendo continuar na ativa.
8- A banda já tem um projeto novo na mente? Outro videoclipe, outro álbum ou single por exemplo.

R.: Já temos 12 composições prontas, Assim que todo mundo pegar essas músicas e estivermos bem entrosados, temos planos de gravar um terceiro disco, conseguir uma boa produção, enfim sempre estar evoluindo dentro de nossa essência. Já conversamos sobre outro videoclipe, e se tivermos condição financeira faremos mais um para o disco Your Nightmare, mas se não rolar com certeza faremos para o próximo disco.

9- O que acha da cena paulista? Acha que cresceu ou diminuiu com tempo? Acha que a cena está fazendo o seu trabalho? 

R.: Como eu sempre digo a cena é feita de bons e maus momentos, ou melhor, para não ser tão binário, digo que a cena está sempre mudando de patamar, subindo, descendo, tem sempre uma galera que aparece, alguns ficam, outros somem para sempre, e acredito que não devemos nos atentar à situação momentânea da cena para guiar nossos passos, devemos fazer sempre o que acreditamos e ser sinceros em nossos objetivos, em nossa arte. Sempre teremos ótimas bandas aparecendo, pessoas legais também, e mesmo nos momentos mais difíceis, haverá algo de bom para nos apegar na cena.

10- Para encerrar com chave de ouro a nossa entrevista, qual banda além da Metalizer você acha que é o futuro do Metal brasileiro?

R.: Hahahaha, cara não sei se somos o futuro, me contento em sermos o presente dia após dia. Mas fica difícil falar em apenas um nome, pois há muitas bandas que admiro, que fazem um som que me agrada. Bom, mas para não fugir da pergunta citarei algumas, O Suffocation of Souls, Leatherfaces, Infected, Violent Illusion e Nosferatu. Não sei se essas bandas atingirão sucesso comercial (espero que sim), mas estão fazendo um som de qualidade, e esbanjando criatividade, e além disso, sucesso comercial nem sempre é sinônimo de merecimento em termos de qualidade musical. Enfim citei somente essas cinco pra não me alongar, mas com certeza há inúmeras bandas fodas no Brasil, e espero que continuem por aí fazendo ótimos discos e shows.


Link: Facebook